Parar meu sangue me amarrando em seus cabelos
Afogar-me nos seus olhos
Ser devorado por seus lábios
Perfurado por seu sorriso
Derrapar na curva do seu pescoço
Fraturar-me por inteiro ao cair em seu decote
Deliciar-me com a overdose em cada pinta do seu corpo
Conhecer a morte e não fugir dela
Seus gemidos, meu traumatismo.
Seus toques, minha arritmia.
Seu brilho minha cegueira
Sufocar-me quando não me rouba o ar
Engasgar quando não te abraçar.
Intoxicante é ao seu lado
Expansivo como um vírus descontrolado
Bung Jump sem corda
Comprimidos sem receita
Pulsos dilacerados
Se apaixonar sem medo de estar errado
Este suicídio previsto nos garante a escolha.
Se a vida é nossa sina sem nos darem opção
Que ao menos nos deixem. Morrer de paixão
Blog Matheus
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 20 de julho de 2010
BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
FELIZ DIA DOS AMIGOS
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
FELIZ DIA DOS AMIGOS
sábado, 17 de julho de 2010
Quanto tempo é pra sempre?
que dia é hoje
um após ontem
dois antes de depois de amanhã
depois, sempre depois
ficaram assim por resolver
o que nos magoava
depois sempre depois
pois eramos sempre os dois
no nosso depois
e agora, não há agora
já não somos dois
e eu não sou teu
nem o que fui outrora
sou restos de uma alma
que se foi embora
sou corpo que se queixa
a cada passo
sou homem que vive no embaraço
um após ontem
dois antes de depois de amanhã
depois, sempre depois
ficaram assim por resolver
o que nos magoava
depois sempre depois
pois eramos sempre os dois
no nosso depois
e agora, não há agora
já não somos dois
e eu não sou teu
nem o que fui outrora
sou restos de uma alma
que se foi embora
sou corpo que se queixa
a cada passo
sou homem que vive no embaraço
Espera Vermelha
“Abre os olhos meu Anjo…”
Ainda são estas as palavras que espero ouvir ao acordar. Mais do que ouvi-las ainda espero sentir-te deitada ao meu lado, o cheiro estranho do teu cabelo, a tua pele suave a tocar a minha, as tuas unhas ainda partidas de arranharem a minha dura carapaça, e mais que tudo os teus lábios.
Vermelhos, sempre vermelhos como se o sangue nunca os abandonasse e nem o frio da noite ou o beijo da Morte os pudessem alcançar. O teu doce veneno sempre à minha espera por detrás deles e neles, a promessa de noites que eu não podia ainda ver ou entender sempre pendurada neles à espera que te tomasse nos meus braços e abrisse as asas sobre ti para te aninhares entre elas, mas sempre à minha espera.
Se te sussurrasse agora que já falta pouco para voltar a ti acreditavas?
Adiavas o teu último voo sobre o negro do mar e esperavas que me juntasse a ti?
Não. Sei que não o farias e eu nunca seria capaz de te pedir isso. Sei que não o fizeste e que apenas o teu o teu corpo restou comigo. O teu corpo que lentamente volta ao nada e alimenta as negras orquídeas que plantei sobre ele para ter ainda um pouco do teu perfume agarrado à minha carne. O teu corpo que aos poucos vira pó. O receptáculo das minhas asas que deixei noutra vida. A beleza marmórea da tua carne que ainda conservava os teus lábios quando os beijei pela última vez antes de te dar à terra que te viu nascer. E os lábios ainda vermelhos, sempre vermelhos.
Sem que o tempo passasse, a cor deles diluiu-se nos meus e agora carrego comigo esse último beijo como uma panaceia que cura até os mais fundos rasgos na minha carne e me deixa os sentidos livres para buscar a forma de te beijar novamente ainda que os sentimentos que o teu toque provoque já não sejam os mesmos. Ainda que o sabor das tuas palavras e da tua voz não tenha já o condão de fazer vibrar cada cordel ligado à minha alma e que o teu cabelo já não tenha o mesmo aroma ou que as tuas unhas não me arranquem a insanidade debaixo da pele por entre cada suspiro que consigas tirar ainda de mim.
Quero acreditar que um dia este vazio em mim vai servir apenas para alimentar chamas que nem eu serei capaz de controlar mas tenho ainda tão vivas em mim as memórias de ti que não posso, nem quero, tornar-me apenas num turbilhão de chamas que na sua fúria irá acabar por consumir tudo à minha volta.
Quero apenas sentir a tua voz a roçar nas árvores através da noite e distinguir entre esses murmúrios algo que me diga como hei-de ter-te de novo, algo que me diga quando poderei ver de novo as promessas pendentes dos teus lábios.
Mas no final de tudo serão esses beijos pelos quais espero ainda marcados pelo vermelho?
Ainda são estas as palavras que espero ouvir ao acordar. Mais do que ouvi-las ainda espero sentir-te deitada ao meu lado, o cheiro estranho do teu cabelo, a tua pele suave a tocar a minha, as tuas unhas ainda partidas de arranharem a minha dura carapaça, e mais que tudo os teus lábios.
Vermelhos, sempre vermelhos como se o sangue nunca os abandonasse e nem o frio da noite ou o beijo da Morte os pudessem alcançar. O teu doce veneno sempre à minha espera por detrás deles e neles, a promessa de noites que eu não podia ainda ver ou entender sempre pendurada neles à espera que te tomasse nos meus braços e abrisse as asas sobre ti para te aninhares entre elas, mas sempre à minha espera.
Se te sussurrasse agora que já falta pouco para voltar a ti acreditavas?
Adiavas o teu último voo sobre o negro do mar e esperavas que me juntasse a ti?
Não. Sei que não o farias e eu nunca seria capaz de te pedir isso. Sei que não o fizeste e que apenas o teu o teu corpo restou comigo. O teu corpo que lentamente volta ao nada e alimenta as negras orquídeas que plantei sobre ele para ter ainda um pouco do teu perfume agarrado à minha carne. O teu corpo que aos poucos vira pó. O receptáculo das minhas asas que deixei noutra vida. A beleza marmórea da tua carne que ainda conservava os teus lábios quando os beijei pela última vez antes de te dar à terra que te viu nascer. E os lábios ainda vermelhos, sempre vermelhos.
Sem que o tempo passasse, a cor deles diluiu-se nos meus e agora carrego comigo esse último beijo como uma panaceia que cura até os mais fundos rasgos na minha carne e me deixa os sentidos livres para buscar a forma de te beijar novamente ainda que os sentimentos que o teu toque provoque já não sejam os mesmos. Ainda que o sabor das tuas palavras e da tua voz não tenha já o condão de fazer vibrar cada cordel ligado à minha alma e que o teu cabelo já não tenha o mesmo aroma ou que as tuas unhas não me arranquem a insanidade debaixo da pele por entre cada suspiro que consigas tirar ainda de mim.
Quero acreditar que um dia este vazio em mim vai servir apenas para alimentar chamas que nem eu serei capaz de controlar mas tenho ainda tão vivas em mim as memórias de ti que não posso, nem quero, tornar-me apenas num turbilhão de chamas que na sua fúria irá acabar por consumir tudo à minha volta.
Quero apenas sentir a tua voz a roçar nas árvores através da noite e distinguir entre esses murmúrios algo que me diga como hei-de ter-te de novo, algo que me diga quando poderei ver de novo as promessas pendentes dos teus lábios.
Mas no final de tudo serão esses beijos pelos quais espero ainda marcados pelo vermelho?
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